NR1 entra em vigor em 26/05/2026. Saiba quem deve enviar...
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A cada ano, milhões de brasileiros repetem os mesmos equívocos na declaração do Imposto de Renda — e a Receita Federal conhece bem esses padrões. Em 2026, o cenário não é diferente. Com o prazo final marcado para 29 de maio, a recomendação é clara: organização e antecipação são suas melhores aliadas contra a malha fina.
Preparamos este guia com os seis erros mais comuns identificados pelo Fisco, baseados em dados de retenções de anos anteriores. Confira e proteja sua declaração.
Um dos campeões de inconsistência é a declaração de dependentes. O erro mais frequente ocorre quando uma mesma pessoa — geralmente um filho — consta como dependente em mais de uma declaração, caso típico de pais separados. A exceção só se aplica quando há mudança formal na relação de dependência ao longo do ano-calendário de 2025, devidamente informada à Receita.
Ponto de atenção extra: muitos contribuintes esquecem de incluir os rendimentos dos dependentes. Bolsas de estudo, pensões e outras fontes de renda devem ser somadas. A omissão gera divergência imediata no cruzamento de dados.
Dica: Alinhe com o ex-cônjuge quem declarará o filho. E reúna todos os informes de rendimento de cada dependente.
Parece básico, mas a digitação incorreta derruba milhares de declarações todos os anos. Um simples deslize — a ausência de uma vírgula, por exemplo — pode transformar um gasto médico de R$ 100,00 em R$ 10.000,00. A Receita não interpreta intenção: ela verifica números.
Campos como despesas médicas, salários e valores de bens são especialmente sensíveis. O sistema cruza essas informações com as fontes pagadoras, e a divergência costuma reter a declaração para análise.
Dica: Revise cada campo após o preenchimento. O botão “Verificar Pendências” do programa é seu amigo.
As despesas médicas estão entre os principais focos do Fisco — e também entre os maiores motivos de retenção na malha fina. A regra é objetiva: só declare o que puder comprovar. Recibos e notas fiscais devem ser mantidos por, no mínimo, cinco anos.
Dois erros são recorrentes: tentar deduzir reembolsos de planos de saúde e incluir gastos com medicamentos. Nenhum dos dois é dedutível, ainda que adquiridos com receita médica. A Receita cruza os dados com operadoras de saúde e farmácias.
Dica: Digitalize recibos e organize por ano e prestador. Na dúvida, não declare.
Todo e qualquer rendimento deve ser informado — especialmente quando há mais de uma fonte pagadora. Salários, pró-labore, aluguéis recebidos e aposentadorias entram na conta.
O cruzamento é implacável quando uma das pontas falha: se o proprietário declara o aluguel recebido e o inquilino omite o pagamento, a divergência aparece. A consequência pode ser uma multa de até 20% sobre o valor não declarado, além da retenção da restituição.
Dica: Junte todos os informes de rendimento até fevereiro. Se você paga aluguel, guarde o comprovante mensal ou o informe do proprietário.
Ao adquirir um bem por financiamento, a ficha “Bens e Direitos” deve conter apenas o montante efetivamente pago até 31 de dezembro de 2025 — e não o valor de mercado ou o valor total do contrato.
Informar o bem como quitado quando ele ainda está financiado é um erro comum que distorce a evolução patrimonial. A inconsistência salta aos olhos do Fisco.
Dica: Solicite o extrato atualizado da instituição financeira e preencha com precisão. Verifique o saldo devedor.
A Receita Federal não se limita a conferir campos isolados. Ela analisa a evolução patrimonial do contribuinte como um todo. Se você declarou renda anual baixa, mas adquiriu um veículo de alto valor à vista, o sistema acusa incompatibilidade.
Esse tipo de alerta não significa automaticamente irregularidade — mas exigirá que você comprove a origem lícita dos recursos. Isso pode envolver venda de outro bem, doações ou rendimentos acumulados.
Dica: Se houve um ganho extraordinário, mantenha toda a documentação de suporte acessível. A comprovação é sua responsabilidade.
A prevenção começa muito antes do envio da declaração. Uma rotina de organização ao longo do ano — com recibos, informes e extratos arquivados — reduz drasticamente o risco de inconsistências.
Estratégia resumida para evitar a malha fina:
Organize documentos financeiros ao longo do ano-calendário
Revise todos os campos antes da transmissão
Envie a declaração o quanto antes: o prazo é 29 de maio de 2026
Caso encontre erro após o envio, utilize a declaração retificadora
A malha fina não é uma loteria. Com atenção e organização, você entrega sua declaração com segurança, antecipa a restituição e evita o estresse de uma notificação da Receita.
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