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A mudança na dinâmica de arrecadação com o split payment pode criar um cenário desafiador: negócios lucrativos e em crescimento podem enfrentar maior pressão de liquidez, mesmo sem aumento real de alíquota. A questão central deixa de ser apenas quanto se paga de imposto, mas quanto custará financiar a operação quando parte do capital de giro deixar de transitar temporariamente pelo caixa.
Com a Selic a 14% ao ano e alíquota de referência estimada em 27,91% para IBS e CBS, setores de alto volume e margens reduzidas — como varejo, atacado, distribuição, transporte e serviços intensivos em mão de obra — tendem a sentir os efeitos de forma mais acentuada. Em alguns cenários, cerca de 50 dias de fluxo de caixa podem deixar de existir.
O ponto crítico: margem é competência operacional; caixa é dinâmica financeira. A Reforma mexe fortemente na segunda sem necessariamente deteriorar a primeira. Empresas com o mesmo EBITDA podem apresentar capacidades de pagamento diferentes dependendo do impacto no giro.
A preparação exige três frentes prioritárias para os CFOs:
A pergunta decisiva não é apenas quanto a empresa vai pagar de imposto. É quanto vai custar financiar a operação depois que a lógica de arrecadação mudar.
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